A campanha do mico

O desgaste de uma campanha de combate ao racismo diante o peso estratégico de marketing por trás dela.

Quer algo popular? Aposte em bananas!
E se tiver gente jovem e influente, o sucesso é garantido. (1)

Foi assim que o movimento #somostodosmacacos, criado pela Loducca, ganhou popularidade na semana passada. 
Ganhou destaque na mídia, mas já enjoou, assim como uma bananada.

De todo canto, pessoas embarcaram na campanha, seja celebridade ou anônimo, o importante era aparecer com a banana.
Mas nem todos se deram bem com isso.

Luciano Huck e sua grife UseHuck, tentaram se promover com o movimento, mas escorregaram feio e se tornaram alvos de críticas, ao lançar uma camiseta com os dizeres da campanha por R$69,00.(2)
O apresentador precisou vir a público, se defender da acusação de oportunismo.

O fato de ter uma agência de publicidade envolvida na ação colocou em xeque a veracidade da causa, ainda mais quando Neymar - que tem feito a alegria do mundo do marketing – está envolvido. (3)
Para isso, a Loducca precisou vir a público também, explicar o sentido da campanha.

A própria causa defendida pela campanha: o fim do racismo, parece não ter sido bem compreendida pelos que mais sofrem com isso. Afinal, é fácil dizer “somos todos macacos”, quando se é branco e não passa por isso.

Estamos distantes de 1900, onde o preconceito invadia até a publicidade. Mas temos um longo caminho pela frente, basta saber para onde este movimento quer nos levar realmente.
Se a campanha defende que #somostodosmacacos, há de se esperar uma evolução nos próximos passos, antes que a mesma pare no mico.

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