A propaganda e os protestos

Artigo apresenta a atuação das marcas nas manifestações ocorridas no primeiro trimestre deste ano.

No último mês vimos a rede de alimentação Habib’s apoiando as manifestações pelo país. Algo inusitado, principalmente ao se envolver em um assunto polêmico: a política. 

A marca fez questão de ressaltar que independente de posição partidária, apoia a democracia. E que seus espaços sempre foram “lugares democráticos”. 

Para alguns especialistas, ao apoiar as manifestações, a marca entrou em um terreno perigoso: o da polarização. Afinal toda marca busca “servir” à todos, sem distinção. 

Na análise destes especialistas também, toda empresa que apoie uma causa polêmica certifique-se para que não tenha “telhado de vidro” e avalie as possibilidades de rejeição e boicote por consumidores cada vez mais atentos a causas ideológicas. 

Sem produzir vídeos para tv ou web, a companhia focou suas forças na #FOMEdeMUDANÇA com cartazes e broches distribuídos aos consumidores. (¹

Em 2013, mais precisamente nas manifestações de junho, a Fiat se viu envolvida na polêmica dos protestos com a campanha “Vem Pra Rua”. Na época a campanha planejada para a Copa das Confederações se encaixou perfeitamente com o período vivido pelos brasileiros. Uma coincidência que viralizou com montagens na internet. (²

Voltando um pouco mais no tempo, chegamos à campanha da Jeans Staroup (1988). (³

Ao abordar o engajamento contra a ditadura militar, a marca reforçava o espírito rebelde e corajoso de seus consumidores e as características de seu produto. 

A propaganda pensada por Washington Olivetto e que faturou o Leão de Ouro em Cannes, sofreria facilmente boicote caso exibida nos tempos do regime, e levantaria muitas discussões nos dias atuais.

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