Licor Tarzan - 1923

O Licor Tarzan se apresenta com uma promessa poderosa logo no título, apelando diretamente para força, vigor e energia. O nome emprestado do personagem aventureiro já cria uma imagem imediata de potência física e resistência. O texto é direto e confiante ao se definir como “o mais poderoso tônico do sistema nervoso”, usando uma linguagem típica dos anúncios de remédios do início do século XX. A peça reforça sua credibilidade ao citar prêmios e aprovação oficial, além de destacar o uso de plantas da flora brasileira. Tudo é construído para transmitir segurança, eficácia e um certo orgulho nacional. A figura masculina ilustrada, com postura firme e corpo atlético, funciona como síntese visual de tudo o que o produto promete entregar ao consumidor.

Na análise, fica claro como o anúncio aposta fortemente na autoridade médica e no discurso científico da época. Veiculado na Revista Careta em 24 de novembro de 1923, o Licor Tarzan se coloca como solução para cansaço, fraqueza e esgotamento nervoso, problemas muito mencionados naquele período. A ausência de contraindicações e a distribuição em farmácias reforçam a imagem de medicamento confiável. É uma publicidade que mistura saúde, masculinidade e espetáculo, usando texto longo e explicativo como principal ferramenta de convencimento.

Em 1923, o Licor Tarzan usa ciência, força masculina e discurso médico para vender energia e vitalidade como promessa de saúde.

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