Notre Dame de Paris - 1933

Anúncio da loja Notre Dame de Paris explora o ideal de elegância feminina dos anos 1930 ao apresentar seus modeladores e cintas como aliados do cotidiano. As ilustrações detalhadas funcionam quase como um guia visual, mostrando peças indicadas para uso diário, passeios, práticas esportivas e bailes. O texto valoriza conforto e estética na mesma medida, algo essencial para a mulher urbana da época. A promessa de modelos sob medida reforça a ideia de exclusividade e cuidado individual. Termos como execução rápida e acabamento perfeito ajudam a construir confiança. O layout organizado lembra um pequeno catálogo impresso, facilitando a compreensão do produto. Endereço e telefones aparecem como selos de credibilidade. Tudo é comunicado de forma direta, prática e alinhada ao consumo moderno daquele período.

Na análise, a Revista Careta, na edição de 2 de dezembro de 1933, ajuda a entender como a publicidade dialogava com padrões corporais rígidos, mas já flertava com a noção de funcionalidade. O anúncio não vende apenas cintas, mas um comportamento: postura correta, corpo moldado e presença social adequada. A Notre Dame de Paris se posiciona como uma loja atualizada, técnica e confiável, usando argumentos visuais e textuais para normalizar o uso desses produtos no dia a dia feminino, sem escândalo ou exagero, algo bastante típico da comunicação da época.

1933: anúncio transforma cintas em símbolo de elegância cotidiana, refletindo padrões corporais e o consumo urbano feminino da década.

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