A Central - 1896

O anúncio da loja A Central aposta direto no argumento que mais seduzia o consumidor do fim do século XIX: preço baixo com garantia de qualidade. Logo no topo, a alfaiataria se apresenta como “grande” e popular, deixando claro que vende barato porque vende muito. A localização na Rua da Assembleia, próxima ao Largo da Carioca, reforça o prestígio comercial da região. A lista de preços chama atenção pela objetividade, com valores bem destacados e segmentados entre homens e rapazes. Há um cuidado em descrever tecidos, cores e acabamento, criando confiança no produto. O texto conversa com quem busca elegância, mas sem luxo exagerado. A repetição do nome A Central fixa a marca na memória do leitor. A promessa de uma vitrine luxuosa indica modernidade e preocupação com a experiência de compra. O anúncio também revela um comércio organizado e competitivo. Tudo é pensado para transmitir movimento, variedade e credibilidade. Mais que vender roupas, a loja vende segurança na escolha. Um retrato claro do consumo urbano em expansão.

Na análise, o anúncio veiculado no Jornal do Brasil em 29 de fevereiro de 1896 mostra como o varejo já entendia a força da comunicação direta. O texto é informativo, quase um catálogo, mas usa adjetivos estratégicos para valorizar os produtos. A ênfase nos preços funciona como principal chamariz, enquanto a descrição dos tecidos legitima o custo-benefício. A repetição da marca e do endereço cria familiaridade e confiança. A promessa de inauguração de uma vitrine luxuosa antecipa um conceito de exposição que só ganharia força décadas depois. É publicidade simples, mas extremamente funcional para o contexto da época.

Anúncio de 1896 usa preço, localização e variedade para consolidar confiança e posicionar A Central como alfaiataria acessível e moderna.

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