Precisamos falar do Papai Noel negro

Símbolo da maior data comercial do planeta, o Papai Noel tem sua origem associada ao monge São Nicolau, um bispo que viveu no século IV. Já sua imagem moderna foi criada no final de 1800 pelo artista americano Thomas Nast para a revista Harper’s Weekly. E sua popularidade aumentou a partir de 1931, quando o desenhista Haddon Sundblom lhe deu roupas vermelhas, acrescentou um saco de presentes e um gorro num comercial da Coca-Cola, fazendo assim turbinar as vendas do refrigerante

Mas e o Papai Noel negro, quando se popularizou? Podemos dizer que em 1936, quando o ator americano Bill “Bojangles” Robinson, interpretou o “primeiro Papai Noel negro” do Harlem em uma festa anual de Natal para crianças carentes.

Bill “Bojangles” Robinson, 1° Papai Noel afroamericano (1936)
Bill “Bojangles” Robinson, 1° Papai Noel afroamericano (1936)

No Brasil, o 1° Papai Noel negro a atuar num shopping só aconteceu em 2018, quando Rubens Campolino aceitou o convite para viver o bom velhinho na cidade de São José dos Campos (SP). Num país de mais de 500 anos e em que 56% da população se declara preta ou parda, esse fato se torna um tanto tardio.

Rubens Campolino, 1° Papai Noel negro de um shopping no Brasil (2018)
Rubens Campolino, 1° Papai Noel negro de um shopping no Brasil (2018)

A boa notícia é que esse movimento tem ganhado força pelo país, e alguns shoppings em Salvador e no Rio de Janeiro, têm apostado na oportunidade de conquistar o público com a representatividade no Natal.

Em 2019, uma parceria entre a Coca-Cola e a Globo levou ao ar o especial “Juntos a magia acontece", onde o ator Milton Gonçalves deu vida ao velho Noel.

Já em 2020, a campanha de Natal de O Boticário também abriu espaço para a diversidade e levou ao ar mais um Papai Noel negro.


Torcemos para que a inclusão e a diversidade ganhem cada vez mais espaço nas campanhas de Natal, afinal o povo brasileiro merece ser representado.

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