O jornalismo que vende

Artigo que apresenta a nova aposta da publicidade: uso de jornalistas para dar credibilidade às campanhas.

Após deixar o jornalismo da Globo, Patrícia Poeta está de volta à TV na nova campanha institucional da Ypê. (¹) Desta forma, a ex-âncora do Jornal Nacional parece seguir os passos de Fátima Bernardes e Pedro Bial, que trocaram o jornalismo pelo entretenimento.

Com um cachê que pode ter chegado à R$ 1,5 milhão - metade do que Fátima Bernardes recebeu pela campanha da Seara, e o dobro do que Pedro Bial teria recebido pela campanha da Fiat – a nova entertainer poderá faturar ainda mais, quando seu novo programa estrear na TV.

Se a presença no mundo da publicidade pode comprometer a imagem e credibilidade de todo jornalista, o caminho que muitos encontram é deixar a área de vez. Seja pela busca de mais espaço, liberdade e claro, maior faturamento.

Alguns já fizeram a experiência e voltaram atrás (Datena e Luiz Bacci), outros ficaram definitivamente no entretenimento (Faustão e Geraldo Luís).

Como toda regra tem sua exceção, a entrevistadora Marília Grabriela parece não ter dificuldade com isto. Mesmo sendo considerada por muitos uma jornalista, já teve sua imagem veiculada à anunciantes como Sabão Minerva, Totvs, Cicatricure e Ultrafarma. Neste ponto, credibilidade e confiança parecem ter feito a diferença na escolha da garota-propaganda.

Seguindo caminho inverso temos Sandra Annenberg que no passado foi garota-propaganda do Mc Donald´s e atualmente é âncora do Jornal Hoje.

Até quando Sandra resistirá? Vamos aguardar o próximo intervalo.

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