Luetyl - 1920

Contra factos não ha argumentos” é a chamada impactante do anúncio do Luetyl, publicado na Revista A Cigarra em novembro de 1920. Em plena década de 1920, o medicamento prometia nada menos que curar sífilis, fortalecer e até engordar seus usuários — uma combinação de benefícios que revela muito sobre a comunicação farmacêutica da época. A peça aposta pesado em depoimentos de soldados e na autoridade de um capitão médico do Exército, usando rostos, nomes e patentes para reforçar credibilidade. O texto ainda destaca que o produto foi “officialmente” estudado e adotado em hospitais da Marinha e do Exército, criando um selo implícito de aprovação científica. A ortografia antiga e o tom categórico dão ainda mais charme histórico ao anúncio. Sem restrições regulatórias como as atuais, a publicidade médica transitava livremente entre promessa, testemunho e apelo patriótico. Vendido em todas as farmácias, o Luetyl se apresentava como solução rápida e incontestável. Um registro emblemático de como saúde, autoridade militar e propaganda se misturavam no Brasil do início do século XX.

Em 1920, o Luetyl prometia curar sífilis na Revista A Cigarra, usando depoimentos militares e autoridade médica como prova.

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