Castrol GTX - 1972
A cena é simples e extremamente eficaz: o mecânico olha direto para o motorista, polegar levantado, como quem garante que está tudo certo. O frasco de Castrol GTX aparece em destaque, quase atravessando o para-brisa. A frase principal é direta e impossível de ignorar. Trocar o óleo custa menos do que trocar o motor, um argumento que qualquer motorista entende. O anúncio conversa com o medo real de prejuízo mecânico. Não há sofisticação visual exagerada, mas há confiança. A linguagem é prática, quase didática. O mecânico funciona como figura de autoridade. Tudo remete a cuidado, manutenção e bom senso. É publicidade que fala de economia com responsabilidade. Um clássico exemplo de convencimento racional bem-humorado.
Na análise, o anúncio do Castrol GTX veiculado na Revista O Cruzeiro em 12 de janeiro de 1972 aposta no argumento lógico e cotidiano para vender confiança. A campanha se apoia na credibilidade do mecânico e na promessa de proteção do motor, reforçando o custo-benefício do produto. O texto longo, comum à época, detalha vantagens técnicas como o “tungstênio líquido”, enquanto o slogan fecha com uma verdade simples, fácil de memorizar e difícil de contestar.
Fonte: Biblioteca Nacional
